Fotografias de Frida Khalo chegam a São Paulo





Frida Kahlo se destaca na história por ser única e intensa. Foi um dos maiores nomes entre artistas plásticos e também um ícone para o universo feminino. Mesmo sendo considerada parte da arte Surrealista, Frida sempre negava, dizendo que não pintava sonhos mas sim sua própria realidade. Nascida em 6 de Julho de 1907 no México, ela sempre foi apaixonada pela sua cultura e tradição, os retratando em seu jeito de vestir, no seu trabalho e também em sua personalidade. 

Sempre foi uma guerreira. Sua vida foi cheia de dores e frustrações, como por exemplo, a traição de seu marido com sua própria irmã, seu acidente o qual a deixou com sequelas irreversíveis e sua impossibilidade de ter filhos. Após sua morte em 1954, um conjunto de 6.500 fotos pessoais da artista foram revelados. 

Com esse material, Pablo Ortiz Monastério selecionou cerca de 240 imagens pessoais desde a infância até sua vida adulta, com foto tiradas por seu pai, seu avô (ambos fotógrafos profissionais), algumas por seu ex marido,  por outros amigos da artista e por ela mesma. E então construiu a exposição Frida Kahlo – Suas Fotos, que viajou por vários países do mundo e esse mês chegou no Museu da Imagem e do Som em São Paulo. 

A exposição eterniza momentos de Frida Kahlo. Chamou atenção com suas cores vibrantes que retratava com perfeição a tradição mexicana da artista. O ambiente foi organizado em cinco seções temáticas: “Origens” com retratos da família; “Casa Azul” reunia imagens de sua infância registradas por seu pai e outras fotos junto de amigos e familiares na Casa Azul, local onde viveu grande parte de sua vida; “Política, revoluções e Diego” aqui estão fotografias que abordam questões políticas, a revolução mexicana e o progresso do sistema capitalista, e também haviam fotos que Diego Rivera colecionava. O lugar chamava atenção com grandes símbolos do capitalismo em LED e um vermelho vivo. “Corpo Acidentado” nesta seção havia diversas fotos de Frida após o acidente que a deixou imóvel durante meses, algo muito triste e doloroso. As imagens expressavam todo esse sentimento a quem as via. O cenário em volta dessa seção também – pernas amputadas penduradas encima de uma cadeira de rodas em um canto escuro; e por último, “Amores” com retratos das pessoas mais importantes de sua vida sentimental e sexual, com destaque em Tina Modotti e Diego Rivera, algumas fotos haviam marcas de beijos feitas pela própria Frida Kahlo, mostrando a importância da foto. 

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